Quinta-feira, 25 de Setembro de 2008

Alice e o violino

 

 Conclusão

 

 

 

 

 

 

 

 .

...Onde está o meu Violino, onde está o Violino do Meu Avô..........

 

Ao que o seu tio respondeu: levou a  tua prima Efigénia, juntamente com a mobília, Alice não acreditava no que ouvia, ficou branca como a cal, seu corpo foi atravessado por um tremendo arrepio, o filho pensou q ela ia desmaiar..... mas não. Da boca da Alice jorraram apenas palavras de dor e disse: A Efigénia? mas porquê a Efigénia? ela nunca ouviu o meu Avô tocar O Violino, ela nem conheceu o avô, nasceu muitos anos depois de ele morrer, ela não gostava do Violino, porque levou ela o Violino do meu Avô? era um violino velho sem qualquer valor, apenas com valor sentimental .... porquê tio?? 

Seu tio calmamente respondeu: Ela e o marido estiveram aí a ver o violino e parece q era um Stradi-qualquer coisa por isso o levaram.... 

Era o quê???? gritou a Alice........ e correu como uma criança monte acima, passando pelos caminhos que costumava  calcorrear quando  ainda era menina, e sentou numa pedra  nos confins das terras do seu tio, no local de uma  nascente, aé ela sentou  e chorou............. durante anos a fio ela acariciou aquele violino e nunca deu conta q era um stradi..... porque para ela o q interessava era o facto de ser o Violino do seu Avô, e como tal o seu Violino....... 

Se fosse outra pessoa que o tivesse levado, uma pessoa que tivesse conhecido o Seu Avô e tivesse ouvido ele tocar, ela entendia........ porque a posse material não era importante para a Alice, bastava que ele tivesse ido para as mãos de alguém que também gostasse do seu Avô e do Violino ........mas a Efigénia?! 

Tinha que tornar a ver o Seu Violino, voltou correndo, e gritou quando passou pela família q se encontrava no alpendre: vou a casa da Efigénia....... e foi 

Quando entrou, para seu espanto, viu o seu Violino, numa vitrina para ele feito de propósito, ali em exposição para toda a gente ver..... algo que era sagrado demais....... era quase uma profanação.

E assim já faz muito tempo q a Alice não vê o seu Violino, o Violino do seu Avô...... nem o Violino a vê a ela..........

 
 
histórias da Maria Alice........ uma parva de uma miúda
 
 
 
 
mar, em mais um qualquer final de tarde, de setembro
 
 
 
 
PS

Allien, desta vez tentei seguir o teu conselho :)
sinto-me: com saudades
publicado por mar às 18:36
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Quarta-feira, 17 de Setembro de 2008

alice e o violino

 

Continuação

 

 

 

 
Até q um dia a Alice chegou a casa do  avô, correu para o seu quarto mas não  encontrou o avô como de costume na cama........ e a cama estava feita, o quaro estava todo arrumado.
Alice logo percebeu, q se passava algo de estranho, os seus pais já a haviam preparado........ o seu avô tinha ido para o Céu..... mas ela sabia q ele certamente não teria levado o violino, certamente o teria deixado ficar para ela, pois não era ela a menina do seu avô?
Correu para o armário, para ir buscar a caixa do viloino, mas não chegava lá...tinha apenas quatro anos, a Mãe dela entrou no quarto, e sem nada dizer, tirou a caixa do vilolino, colocou-a em cima da cama e abriu-a.
A  Alice sentou na cama e ficou horas a mexer no violino do seu Avô, acariciando-o, como se do seu avô se tratasse, e nem uma lágrima lhe escorreu pela cara.
Nessas férias, todos os dias, ela ia ver e acariciar o violino.
Depois regressava à cidade......... mas cada vez q voltava a primeira coisa q fazia era correr para o violino e certificar-se q ele estava lá.
E assim foi durante anos e anos, Alice menina corria para o seu violino, Alice já mulher continuava a correr para o seu violino, cada vez q chegava a casa do seu Avô.......... bastava-lhe olhar e acariciar o violino, saber q ele estava ali no seu lugar, no quarto do seu avô, afinal no seu lugar, para ela se sentir bem, a posse material do violino, não era importante, o q importava era q ele estivesse no seu lugar, no quarto do Avô, e q ela o podesse ver e acariciar sempre que quizesse.......
Mas o seu tio, começou a dar tudo......... Alice começou a temer pelo seu violino, demorou décadas, para arranjar coragem para pedir o violino ao tio e qd finalmente o decidiu fazer.............. chegou a casa do seu avô, correu para o seu quarto......... mas este estava vazio........ Alice não queria acreditar.... Alice..... menina/mulher sempre contida e bem comportada, inrrompeu pelo velho casarão gritando, para espanto de todos: Onde está o meu Violino, onde está o Violino do Meu Avô..........
 
CONTINUA.......
 
 
 
mar, em mais um qualquer final de tarde, de setembro
 

sinto-me: cansada
publicado por mar às 19:12
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Terça-feira, 9 de Setembro de 2008

alice e o violino

 

Porque me fazes falta........


 

 

 

 

 

 
No dia em que  Alice nasceu, o sol brilhou mais forte, e brilhou ainda mais forte no dia em que seu avô paterno a viu.
Qd ele olhou para ela, ficou embevecido, dos seus olhos correram lágrimas, não se sabe a razão, pois ele tinha mais netos e netas, pegou na pequenita ao colo, a qual tinha cerca de 1 mês, e olhando para ela disse: és a menina mais linda do mundo. 
A alice, não ouviu, era mt pequena, mas há quem diga q já sorriu para o avô. 
Nesse verão/outono, o seu avô passava quase todo o tempo ao pé dela, tocando no seu violino, como só ele sabia tocar.
A  Alice teve q voltar á cidade, mas os pais sempre q podiam iam visitar o avô, e a Alice foi crescendo, sentava-se no colo do seu avô, q lhe contava histórias, e lhe dizia q ela era a menina mais linda do mundo, outras vezes sentava a Alice numa cadeira e tocava violino só para ela, passavam os dois horas assim. Ela era a sua neta preferida, nunca ninguem percebeu porqûe, tanto amor, por aquela neta, ela era bonita sim, tinha olhos azuis, cabelo louro cheio de caracois ou canudos e a tez cor de neve........ mas porqûe tanto amor por aquela neta?!........ 
Entretanto o seu avô adoeceu, a doença era grave, mas a Alice era mt pequena para perceber a situação, e sempre q iam a casa do avô, ela corria para os seus braços, até q um dia ele já não conseguia levantá-la, mas a Alice não percebeu, e sentou no seu colo, ele afagou-a como sempre, contou-lhe histórias, passeou com ela pela mão, tocou violino só para ela, e a Alice sorria de felicidade.
Ela era a menina do seu avô, como ele lhe dizia. 
Mas o tempo corre, e com ele a doença avança, qd a Alice voltou a casa do avô, correu como era costume, mas não o encontrou, foi então ao seu quarto, lá estava ele na cama, alice a custo subiu para a cama, ouvindo os adultos a dizerem: não subas q podes aleijar o avô..........
Mas ela abraçou o avô com tanta força, que as lágrimas rolaram pelos olhos do avô mais uma vez, e este pediu q lhe trouxessem o violino e o soerguem-se na cama, para poder tocar........ Alice, deitou junto do avô e ficou a ouvir o seu avô a tocar violino só para ela. 
E assim se passaram  mts dias, alice em vez de ir brincar com os primos, preferia ficar com o avô, às vezes encontravam-ma a dormir, com o avô a mexer-lhe nos caracois do cabelo, outas vezes era ela q estava acordada, fazendo festas na testa do avô, que dormia, após as injecções q tomava para as dores. 
Mas uma coisa acontecia, enquanto a Alice estava naquela casa, todos os dias o seu avô tocava violino para ela, só para ela, e os acordes tomavam conta da casa. 
Para a Alice, o violino fazia parte do seu avô, tal como o avô fazia parte do violino e ela fazia parte dos dois.......... do avô e do violino
 
 
 
CONTINUA
 
contos infantis, autor desconhecido
 
 
 

mar, em mais uma qualquer final de manhã, de setembro

sinto-me:
publicado por mar às 12:17
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Quarta-feira, 3 de Setembro de 2008

Pensamentos soltos

Porque me apetece..........

 

 

 

Não entendo. Isso é tão vasto que ultrapassa qualquer entender. Entender é sempre limitado. Mas não entender pode não ter fronteiras. Sinto que sou muito mais completa quando não entendo. Não entender, do modo como falo, é um dom. Não entender, mas não como um simples de espírito. O bom é ser inteligente e não entender. É uma benção estranha, como ter loucura sem ser doida. É um desinteresse manso, é uma doçura de burrice. Só que de vez em quando vem a inquietação: quero entender um pouco. Não demais: pelo menos entender que não entendo.

 

 

 

Clarice Lispector

 

 

 

mar, em mais uma qualquer tarde de setembro e já  sem  férias:(

sinto-me:
publicado por mar às 15:55
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